E lá vamos nós enfrentar o mundo

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Mudar de cidade é bom, dá saudades, mas é bom conhecer um novo lugar, pessoas novas, novos amores.

Mudar de país é uma aventura. É dar a cara a tapa o tempo todo e mesmo com muitas portadas na cara você continua insistindo. É chorar um dia, gargalhar no outro, é sentir um aperto no peito e mesmo assim colocar um sorriso no rosto por cada experiência nova vivida. A felicidade que você vai ter depois depende em grande parte dessa insistência.

A gente não se mudou para perto, viemos parar na Noruega, um país que nunca imaginei morar e onde não entendíamos nenhuma palavra. A chegada aqui mostrou que não ia ser fácil, uma nevasca que eu não conseguia acreditar! A única coisa que eu pensava era “O que eu vim fazer nesse lugar inóspito”?

Felizmente as coisas estão mudando. Essa semana eu acordei com esse arco-íris incrível na minha janela. Não podia acreditar de tão brilhante que era, coisa linda!

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E é nesse espírito que estamos preparando mais uma mudança para 2014: vamos mudar de cidade. Vamos trocar a vida no interior e nos mudar para a capital. Vou sentir falta de muita coisa daqui, com certeza, assim como sinto do Rio, principalmente dos amigos.

Mas vamos assim de peito aberto, já prontos para amar Oslo, mas muito encasacados para enfrentar o inverno bem mais frio que o de Stavanger. 🙂

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Vi por aqui e amei

Esse comercial é lindo demais. É de uma companhia aérea daqui e esse vídeo fala sobre a pontualidade de seus voos. O menininho fala para o avô impressionado:
– Mais uma vez, só mais uma vez, última vez, por favor!
Vejam abaixo a mágica. 🙂

Mais um outono

Aparte

Chegou a época em que quando a gente acorda ainda está escuro e quase sempre chovendo. Dá vontade de dar “Boa Noite” ao invés de “Bom dia”. É época também de colher cogumelos, só tome cuidado para garantir que está pegando o tipo certo! É tempo de adicionar mais uma camada de roupa, deixar luva e gorro de sobreaviso e não esquecer de tomar vitamina D, fundamental para sobreviver a esse outono.

Em meio a isso, estamos descobrindo todos os sebos e lojas de antiguidades da cidade procurando vinil. Pois é, compramos uma vitrola numa feira de antiguidades de Hamburg! Aliás ela fez o maior sucesso no aeroporto, ninguém entendia o que era aquela imagem no raio X até que foram abrir e todos Oooohhhhh, foi engraçado. Mas enfim, ela chegou aqui em casa, só que com um probleminha: o disco estava girando rápido demais, uma coisa o som que saía. Lembra da história de que se a gente pegasse o disco do fofão e botasse na rotação tal dava uma loucura? Então mais ou menos assim.

Conrado ficou o final de semana abrindo e fechando a vitrola, pesquisando no google e ligando para o pai. Depois de um projeto e algumas contas no excel (juro!), ela está enfim funcionando direito. Mas não satisfatoriamente, agora ele já que comprar uma super caixa de som para acompanhar. Todos esses problemas não nos evitaram de comprar vinil, é viciante, você compra um e já fica imaginando qual o próximo. Quem diria, Conrado, o homem da acústica que sempre falou mal, encomendou um pacote pelo Ebay.

Fora isso, a gente está com um grupo de amigos brasileiros bem legal, sempre marcamos alguma coisa e programamos festa. Isso ajuda muito nessa cidade, que não tem muita opção. Ah sim, a gente foi também no show do Kaizers Orchestra, uma banda daqui da região, muito boa, mas que infelizmente está encerrando as atividades. E para finalizar eles fizeram uma série de concertos aqui em Stavanger, foi ótimo!

Por onde andei

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Preikestolen ou Pedra do Púlpito

Nem sei por onde começar, tomei chá de sumiço eu sei. Mas ainda estou por aqui em Stavanger, aliás de volta. Sabe no Brasil quando a gente fala que o ano só começa depois do carnaval? Aqui é depois do verão.

Verão é tempo de fazer tudo, sair por aí, aproveitar cada cantinho e o máximo que você puder. Porque logo mais o outono chega e… Winter is coming!

E que verão foi esse! Vários dias de sol e temperatura acima de 20 graus. Eu sei que para brasileiro é difícil de entender, só quem morou por aqui para saber. Nós moramos em uma região de ruas muito tranquilas, bem residencial, e todo mundo faz churrasco, deita na grama, vai para rua, crianças brincam por todos os cantos, rola até piscina inflável. Eu bem compraria uma se tivesse espaço para colocar!

Bem, o verão ainda não acabou, mas tudo indica que ele está nos finalmentes, então é tempo de aproveitar até a última gota.

Mas por onde eu andei? Na verdade a gente não ficou muito por aqui. Fomos para o Brasil em junho, Rio e alguns dias em Fortaleza. Viajamos por causa do casamento de amigos queridos e por coincidência acabou coincidindo com todos aqueles acontecimentos de junho, foi muito bom viver isso de perto e não apenas pela internet.

Voltando do Brasil em julho fomos para Portugal, alguns dias em Lisboa, depois alugamos um carro e visitamos umas cidades próximas. Foi incrível, Portugal é lindo, nos sentimos em casa.

E em agosto ainda fomos para Oslo. Queria ir com o Conrado para lá, pois ele ainda não conhecia e já tem mais de um ano que estamos na Noruega, já era hora de ele conhecer a capital.

Então é isso, esse post era só mesmo para dar sinal de vida e atualizar isso aqui com imagens do verão. Aí embaixo no meio tem umas fotos de abril também, de quando fomos para Berlin encontrar meus pais. Amo Berlin, foi ótimo e aproveitamos para tomar muita cerveja (minha mãe só no prosecco). 🙂

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Oslo Opera house

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Dia de sol em Stavanger

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Ipanema ❤

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No MAR, museu de Arte do Rio

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Berlin

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Berlin

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Fortaleza

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Lisboa

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Lisboa

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Lisboa

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Lisboa

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Cascais, Portugal

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Costa da Caparica, Portugal

Top 3 experience in Stavanger

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Decidi fazer um top 3 de experiências que vivemos aqui em Stavanger. Tentei lembrar de e fatos mais inusitados que já passei por aqui. Com certeza vou lembrar de outros depois, mas por enquanto ficamos nesses.

1- Qual a pior coisa que pode acontecer com você em uma cidade fria da Noruega? Ficar do lado de fora no frio certamente. Eu pelo menos acho. Agora imagina você voltando da academia, aquele suorzinho gostoso colado no corpo, um frrrrio da ^%$#@!@*()_+ e a sua porta simplesmente não abre. Sim, isso aconteceu. Fiquei tentando pelo menos por meia hora até o Conrado chegar. A chave dele também não funcionou e isso já quase oito da noite, o desespero começou a bater, já comecei a pensar em qual hotel eu ia dormir e a fortuna que iríamos pagar. Por sorte, a vizinha estava em casa e conseguiu chamar um chaveiro. Só que ela só achou chaveiro em Bryne, uma cidade há mais de uma hora daqui. Fomos comer uma pizza e quando voltamos tudo já estava resolvido. Ufa! Felizmente a porta estava com defeito de fabricação e quem pagou foi o dono do apartamento. Nem sei quanto custou, mas deve ter sido caro pacas, se o preço normal para o chaveiro vir em casa já é caro, agora imagina nove horas da noite em outra cidade?!

2- Era uma vez um domingo de dezembro com muita neve em Stavanger. Mas muita mesmo, totalmente atípico para essa cidade pacata da costa oeste norueguesa. Então a gente resolveu fazer um jantar gostoso, compramos um presunto de natal e fizemos lentilha. Porém, quando estávamos cozinhando, eu liguei o exaustor e não percebi que não tinha ligado de verdade (pequenos detalhes que não valem a pena). Resultado, uma fumaceira na cozinha e alarme de incêndio tocando, aliás, esse alarme de incêndio quase mata a pessoa de susto. Enfim, depois de alguns segundos ele parou sozinho e continuamos fazendo as nossas coisas. Fui me arrumar para a aula de yoga quando tocaram a campainha, nem dei bola porque achei que era o vizinho e o Conrado teria apenas que explicar que na verdade era eu queimando a comida. Maaaas, daqui a pouco lá vem o Conrado com o olho arregalado “Sabe quem era? Os bombeiros. 4 bombeiros prontos para o combate”. Sem brincadeira, não tinha passado nem 10 minutos.

3- Na primeira casa que a gente morou em Stavanger, a nossa lavanderia ficava no porão junto com a do apartamento do primeiro andar. Um dia eu fui tranquila caminhando até o porão com meu cesto de roupas, vi que a vizinha estava lá e falei “hi”. Mal terminei meu cumprimento ela deu um pulo berrou igual uma louca com a cara de mais assustada possível, como se tivesse visto um zumbi. Eu também levei um susto e fiquei sem palavras. “Sorry” foi a única coisa que consegui falar. Então ela se recompôs e pediu mil desculpas, morrendo de vergonha. Depois disso nossa relação nunca mais foi a mesma.

Coisas que você aprende morando na Noruega

1. Londres é barato!
É, quando Londres vira uma boa opção para muambar, é porque a coisa é séria! Sempre que vou para as terras da rainha eu acho tudo barato. Principalmente porque dá para comer na rua todos os dias e não comprometer o orçamento do mês. Isso também porque Londres tem muito mais opção e muitas com bons preços. Além disso, a Boots é parada obrigatória para produtos de higiene e beleza, ninguém resiste a um 3 por 2 (bem, eu não resisto). Enfim, morar na Noruega mudou minha experiência de viagem para Londres.

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2. Não sair de casa sem checar a previsão do tempo
A regra mais importante para quem mora por aqui é checar a previsão do tempo assim que acordar. Assim você já traça um perfil do seu dia. A temperatura pode variar muito em um único dia. Pode também chover, chover granizo, nevar e fazer sol em um único dia!

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3. Nunca confiar na previsão do tempo
Como em qualquer lugar do mundo, a previsão pode errar. Nós sabemos bem o que é isso. Outro dia, depois de muitos dias com sol e temperatura positiva, resolvemos fazer um churrasco. Eu sei foi meio arriscado mesmo, continua frio, mas é que eu achei coração de galinha para vender e não queria deixar passar a oportunidade! E o que aconteceu? Choveu granizo! 🙂 Vejam no vídeo gravado pelo nosso amigo Edu.

4. Existem cidades pequenas e existem cidades pequenas na Noruega

Como eu falei no post anterior, nós visitamos umas cidades pequenas na Espanha. E a constatação é de que qualquer cidade-ovo na Noruega parece a Disneyland perto do que vimos. Provavelmente em outros países também seja assim, mas eu só posso dizer da Noruega mesmo, pois é o que conheço.

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5. Existe vida sem uma empregada
Quando cheguei aqui foi difícil aceitar que não teria nem faxineira, nem passadeira ou até mesmo manicure. A realidade hoje é que conseguimos nos organizar de uma forma boa e não sinto falta de ter essas “assistentes”. Eu cresci sabendo que podia pagar por esses serviços, então nunca imaginei faze-los, mas hoje em dia vivo bem assim. Acho que é uma questão de aceitar e se organizar.

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Lista em constante atualização!

¡Hola Barcelona!

Planejamos a nossa viagem de páscoa com uma certa antecedência, em janeiro, assim que voltamos do Brasil, em pleno inverno. Por causa disso, uma coisa eu tinha certeza, quando chegasse abril eu não ia mais aguentar frio. Então a prioridade dessa viagem era escolher um lugar quente, o mais quente dos possíveis aqui na Europa. Escolhemos a Espanha, mais precisamente a região da Catalunia para visitar.

E lá fomos nós com um casaco leve na mala, bermudas, vestidos e sapatilhas. Levei biquini também, temos que pensar sempre na possibilidade do “vai que” né.

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Os dias estavam bonitos sim, ensolarados, mas com um ventinho gelado. Temperatura em torno de 15 graus, chegando a 20 alguns dias de tarde. Para mim, delícia total, coloquei meus braços de fora todos os dias. Mas o interessante é que a maioria das pessoas continuavam de casaco, e não era qualquer casaco não, era coisa pesada, que a gente só usa aqui quando está zero graus. Eu não sei se sou eu que estou mais acostumada ou se são os outros que não sabem se desapegar do casaco. Fato é que nessa época, acaba sendo difícil se vestir. É muito fácil erra a mão, colocar um casaco leve e sentir frio, colocar um casacão e morrer de calor.

Independente disso, Barcelona continua linda. Após 7 anos (uau!) da primeira visita, a cidade me surpreendeu, várias coisas que tinha em mente como mais, digamos, toscas, me pareceram lindas dessa vez. Andamos muuuuito, rodamos a cidade inteira de bicicleta, foi bom demais.

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Não posso deixar de falar na gastronomia espanhola. O que são os tapas ou pintxos? Você para em um bar e pede uma sangria ou cava da casa e aí vai se servindo de tapas, que tem as opções mais maravilhosas.

Para quem for para Barcelona, recomendo a Cervecería Catalana para tomar cerveja e se jogar nos tapas, a Xampanyet para tomar muita cava da casa a 1euro a taça e se jogar nos petiscos, e a Irati para tomar o que você quiser e comer muitos pintxos (valeu pelas dicas Paulinha!). Aliás, sobre a Irati vale uma explicação melhor, você chega lá pede um prato e vai pegando o que você quiser do balcão, todas as opções vem com um palitinho e, no final, você só entrega o prato com os palitinhos, eles contam e te passam a conta. Acho uma opção excelente para pós praia 🙂

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Em Barcelona nós ficamos em um albergue simples e pequeno do jeito que eu gosto., se chama Barcelona Central Garden. Normalmente os albergues famosos e muito grandes são cheios de grupos de adolescentes barulhentos e não oferecem o uso da cozinha, nem geladeira. Já os menores sempre tem um espaço cozinhar alguma coisa se quiser, tomar um café, ou geladeira para guardar nossos queijos e presuntos (acreditem, isso é uma vantagem e tanto, ainda mais para quem mora na Noruega e paga uma fortuna por esses itens por aqui).

Quanto aos passeios, recomendo fazer um Free Walking Tour, tem sempre uma opção que o albergue sugere. Não sei se tem em hotel, pois a proposta combina mais com albergue, já que é destinados a pessoas que querem gastar menos! Mas enfim, é super fácil de achar uma opção, nem que seja no google. Temos sempre feito nas últimas cidades por onde passamos. Você onda por uma região da cidade, vai ouvindo histórias e descobre muitos lugares que não estão em guias turísticos. Em Barcelona o passeio que fizemos foi pelo bairro gótico e foi ótimo porque aquilo lá é um labirinto com muitas coisas escondidas. No final o guia pede uma contribuição e você dá o quanto quiser. Se bem que o melhor free tour que já fiz foi em Berlin, o guia era professor de história da Universidade de Berlin, e no final ele simplesmente falou tchau, virou e se foi, não paguei nada! Ah em Barcelona tem também free cycle tour e um encontra para aprender a cozinhar uma paella.

Aí a gente cai em outro item muito importante em uma visita a España: a paella. Um dia a gente saiu andando por uns restaurantes procurando uma boa paella. A paella original vem de Valencia, por isso cuidado ao falar para um catalão que você quer provar uma boa paella em Barcelona, ele vai te mandar para Valência! rs De qualquer forma o melhor lugar para comer uma paella fresca é em Barceloneta. Nessa região tem várias opções de restaurantes como frutos do mar frescos e você não cai na pegadinha de turista trouxa que come paella congelada! Indico o La Fonda e o Can Majo.

Além disso, pegamos o trem para Gironda e Figueres, duas cidades mais ao norte de Barcelona, onde você não vai entender nada o que eles falam! Sim, porque até então o nosso portuñol ia muito bem, até ir para essa região onde o catalão vai mais para o lado do francês. Aliás, essa língua parece mesmo uma mistura de español, italiano, francês e, algumas vezes, até português! Por exemplo, eles falam Bon dia!

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Voltando para as cidades, Figueres vale a visita para conhecer o museu do Salvador Dalí. O edifício em si é super diferente e tem umas obras feitas especialmente para o local. Em Barcelona também tem um museu do Dalí, mas não entramos, pois lemos que esse de Figueres era o melhor mesmo. Eu indico a visita, dá para passar uma tarde lá na cidade, visitar o museu, comer um churros e voltar para Barcelona se quiser, ou parar em Girona, que fica no caminho. Nós paramos em Girona e dormimos lá dois dias. Foi ótimo para entrar em um ritmo mais devagar e descobrir a cidade com calma. A cidade tem uma muralha medieval e é bem agradável para passear um dia. E já que esse post virou de dicas de turismo, nós pegamos o trem de alta velocidade para chegar lá, demora pouco mais de meia-hora! Já na volta, como bom pão-duros que somos, pegamos o mais devagar de todos e demorou 1h40 (mas pagamos metade do preço!).